Em Nagasaki, Papa Francisco pede abolição de armas nucleares

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O Papa Francisco pediu neste domingo (24) (horário local) o fim das armas nucleares pelo mundo. O pontífice discursou em Nagasaki, uma das cidades do Japão atingidas pela bomba atômica em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial.
Ao discursar em um memorial de Nagasaki, o líder da Igreja Católica criticou o argumento de que as armas nucleares garantiriam a paz.

“Nosso mundo é marcado por uma dicotomia perversa que tenta defender e assegurar paz e estabilidade por meio de uma falsa sensação de segurança sustentada por medo e desconfiança”, afirmou. “A posse de armas nucleares e outras de destruição em massa não são a resposta [para a manutenção da paz].”
“Paz e estabilidade internacional são incompatíveis com as tentativas de construí-las pelo medo da destruição mútua ou da ameaça de aniquilação total”, completou o papa.
A bomba lançada pelos Estados Unidos em Nagasaki em 9 de agosto de 1945 matou, instantaneamente, cerca de 27 mil pessoas. Em Hiroshima — próximo destino do Papa —, o armamento atômico matou 78 mil. Outras 400 mil moradores das regiões morreram depois, por causa da radiação e dos ferimentos causados pelas explosões.

O Papa Francisco chegou ao Japão no sábado para uma visita de três dias. O pontífice reuniu-se com membros da Igreja em Tóquio e também deve se encontrar com sobreviventes do desastre de Fukushima. Antes de embarcar, ele já havia criticado o uso de armas nucleares.
“Rezo com vocês para que o poder destrutivo das armas nucleares nunca mais seja liberado na história da humanidade. O uso de armas nucleares é imoral”, disse o Papa em um vídeo dirigido aos japoneses e divulgado poucas horas antes de sua viagem.
A viagem de Francisco ao Japão é a segunda visita papal no país na história — o primeiro foi João Paulo II, em 1981.

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