Protesto em BH lembra um mês da tragédia da Vale

BELO HORIZONTE — Cerca de 400 pessoas se vestiram de preto para pedir justiça em um protesto que marcou um mês do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, operada pela Vale, em Brumadinho (MG). O ato aconteceu em Belo Horizonte neste domingo. As informações são do portal G1.

O protesto foi organizado por ambientalistas, artistas e moradores de regiões localizadas na proximidades de barragens de minério em Minas Gerais.

— Todos os que deveriam fazer a coisa certa e que não fizeram na época da Samarco querem que isso (tragédia de Brumadinho) não seja tratado como crime. Isso é muito grave não podemos deixar acontecer mais — disse a ambientalista Maria Tereza Corujo.

Os manifestantes levaram faixas, cartazes, cruzes e uma maquete de uma barragem por onde escorria sangue ao invés de lama. As roupas pretas traziam nomes de vítimas da tragédia — o balanço mais recente da Defesa Civil de Minas aponta que 177 pessoas morreram.

Durante o protesto, uma sirene soou para simular um alerta de rompimento da barragem — o sistema de alarme da Vale não funcionou no dia em que houve o rompimento.

Houve também reclamações sobre a política de licenciamento ambiental. Ao portal G1, o ambientalista Anderson Ribas de Menezes reclamou da retomada das atividades de mineração na Serra da Piedade, em Caeté, que fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

— A impunidade segue. Houve uma importante vitória do projeto de lei aprovado na Assembleia (de Minas): “Mar de lama nunca mais”. Mas a coisa está tão contraditória que no mesmo dia, o Copam (Conselho Estadual de Política Ambiental) deu a licença pra reativação da mineração na Serra da Piedade — afirmou.

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