Na internet, informações privadas se espalham com facilidade

O aplicativo Lulu e os vídeos íntimos compartilhados sem autorização causam danos e provocam ações na Justiça. Segundo especialistas, hoje, pessoas são transformadas em produtos, que podem ser avaliados ou expostos

Isabela de Oliveira

Especular e comentar sobre a vida alheia era complemente diferente há 20 anos, quando o acesso à internet ainda estava extremamente restrito. Era exigido um pouco mais de esforço do bisbilhoteiro, que precisava, por exemplo, ir até a casa do vizinho conseguir as informações in loco. A popularização da web, contudo, tornou o acesso à intimidade dos outros muito mais fácil. Os segredos, mesmo de pessoas desconhecidas, estão à distância de um clique, o que torna o receio de ser exposto um medo típico dos tempos atuais.

O capítulo mais recente desse fenômeno é o aplicativo Lulu, no qual mulheres podem comentar detalhes da intimidade de seus contatos masculinos no Facebook, deixando as informações disponíveis para outras usuárias da rede social. Mas, se para os homens essa exposição indesejada é uma novidade, para o outro gênero, o risco se tornou claro há mais tempo. Já são inúmeros os casos de divulgação de vídeos e fotos em que mulheres são expostas nuas ou em momentos de intimidade. Divulgadas por ex-companheiros ou depois de serem roubadas do computador, como aconteceu com a atriz Carolina Dieckmann, essas imagens costumam acarretar uma série de prejuízos para as vítimas, que passam a ser assediadas e, em alguns casos, chegam a perder o emprego.

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