Bailarino goiano vence concurso internacional de dança na Suíça

Com 15 anos, Adhonay Soares conquistou o Internacional Prix de Lausanne.
Ele foi premiado com bolsa de estudos e deve se mudar para Europa.

Entre dezenas de bailarinos de todo o mundo, o goiano Adhonay Soares Silva, de 15 anos, foi escolhido em primeiro lugar pelos jurados e pelo público do Internacional Prix de Lausanne, na Suíça. Como prêmio, o adolescente recebeu uma bolsa de estudos no valor de 40 mil euros. Agora, ele tem de escolher onde vai dar continuidade ao sonho de ser um bailarino renomado. “Quero ser um grande bailarino. É o que eu quero. É para isso que estou me preparando”, declara.

O adolescente se apaixonou pela dança aos nove anos, quando foi assistir a uma apresentação de balé com a mãe, a professora Selma Inácio. “Só convidei para assistir, não imaginava que meu filho fosse ser bailarino” conta a mãe.

Adhonay é aluno de balé clássico do Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França (CEPABF) e do Balé Jovem do Centro Cultural Gustav Ritter, em Goiânia. No começo, o jovem lembra que teve que superar algumas dificuldades. “Não tinha físico ideal pra dançar. Minha professora teve que me levar em uma nutricionista. Eu fui e emagreci”, afirma o bailarino.

A dança foi tomando conta da vida de Adhonay. Mesmo com a dedicação ao balé, o adolescente não deixou de lado os estudos. A professora Vilda Lima conta que ele é um exemplo de aluno. “Os trabalhos são entregues a tempo e a hora. As notas são de um resultado brilhante”, ressalta Vilda Lima.

Nos palcos, a atuação de Adhonay também é reconhecida. Criado em 1972, o Internacional Prix de Lausanne é considerado um dos principais concursos de dança do mundo. “O que mais importou foi levar o nome do Brasil de novo para o topo da pirâmide”, declara a professora de dança Simone Malta.

A bolsa de estudos que Adhonay ganhou o mantém em qualquer escola participante do concurso por um ano. Em breve, o bailarino deve deixar Goiânia e se mudar para Inglaterra ou Alemanha, pois ele está em dúvida entre as escolas Sttugart, na Alemanha, e o Royal Ballet, em Londres. “A Sttugart tem uma formação mais completa e a Royal é um estudo mais clássico, mas são as melhores escolas do mundo”, conta Simone Malta. De acordo com a professora, as duas escolas já se responsabilizaram por manter o aluno após o término da bolsa de um ano, já que o curso tem duração de três anos.

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