Estudos mostram que infartos e AVCs afetam a humanidade há milênios

Depois de realizar tomografias computadorizadas em 137 corpos, pesquisadores concluem que a aterosclerose afeta a humanidade há milênios. O estudo indica que o mal não é consequência apenas do estilo de vida moderno

Paloma Oliveto

Principal causa de mortalidade mundial, as doenças cardiovasculares também atingiam a humanidade antes do advento da civilização, há cerca de 12 mil anos. Um estudo publicado ontem na revista The Lancet e divulgado no Congresso do Colégio Americano de Cardiologia investigou as artérias de múmias de quatro continentes e constatou que, quando ainda eram caçadores-coletores, os homens já sofriam de entupimentos, o que pode provocar enfarte e acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com os autores da pesquisa, isso mostra que a aterosclerose não está ligada apenas ao estilo de vida moderno, conforme se costuma assumir.

Os cientistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC) fizeram tomografias computadorizadas em 137 múmias, de egípcios a peruanos, e encontraram placas de gordura obstruindo artérias em 44 delas. “Essa não é uma doença apenas causada por circunstâncias modernas, mas uma característica básica do envelhecimento em todas as populações”, disse Caleb Finch, professor da USC e um dos autores do estudo. A incidência de problemas cardiovasculares é maior em pessoas com mais de 55 anos. O geriatra também destacou que processos inflamatórios inerentes ao envelhecimento estão por trás dessas doenças.

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