Casca de romã é testada para combater o mal de Alzheimer

Pesquisadores brasileiros estudam a eficácia da fruta na prevenção do mal neurodegenerativo. Especialistas ressaltam, contudo, que a investigação está em fase inicial

Alfredo Durães

Belo Horizonte — Em 6 de janeiro, muitos se lembram dela para fazer a famosa simpatia no Dia de Reis, quando Gaspar, Belchior e Baltazar são evocados para abrir caminhos. Agora, fora da seara da crença e da superstição, a romã está se tornando uma aliada na prevenção contra o mal de Alzheimer, doença que atinge, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), entre 900 mil e 1,2 milhão de pessoas no Brasil (com 100 mil novos casos ao ano). Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), de fevereiro de 2012, aponta em 36 milhões o número de afetados no mundo, quantidade que deve dobrar a cada 20 anos.

Pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), tenta mostrar que resíduos de romã (no caso, a casca) são potentes aliados na prevenção da doença neurodegenerativa e ainda incurável. Intitulada Resíduos de romã (Punica granatum) na prevenção da doença de Alzheimer, a pesquisa é feita por Maressa Caldeira Morzelle, pesquisadora do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), com a orientação de Jocelem Mastrodi Salgado, professora titular na área de nutrição humana — alimentos funcionais.

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