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O CASO DA MENINA JULIA – TODA IRRESPONSABILIDADE GERA UMA FATALIDADE.

 

Caldas Novas. Na praça principal da cidade, centenas de pessoas. Decoração de natal sendo montada, sem sequer um isolamento. Não há tapume, não há avisos.

Centenas de pessoas buscam uma refeição, ou mesmo um chopp num dos diversos bares da praça.

Dezenas de crianças, supostamente seguras, brincam no espaço que tradicionalmente é para elas correrem e brincarem.

 

 

Uma administração perdida entre escândalos e denúncias, que se esfacelou deixando seus melhores nomes pelo caminho, por medo de serem responsabilizados por algum “fato incomum” como os que aconteceram durante 8 anos de gestão.

Grávidas mortas com crianças no ventre, dinheiro debaixo de colchão, prisões, polícia federal em mega operações, cassação, saúde falida…

E agora, uma criança, somente 8 anos, morta por um choque elétrico de um ponto elétrico que não tinha sinalização, isolamento, aviso, enfim…

O prefeito teve culpa? Vejamos… Cadê o projeto da decoração? Cadê o equipamento de segurança? Quem é o responsável pela obra? Qual sua graduação? O laudo da segurança do trabalho, existe? Cadê o laudo da ENEL?

Fato é que obra feita nas coxas, como tudo foi feito nas coxas, nesse (des)governo de Evandro Magal, sem responsável técnico, sem projeto, sem segurança, sem tino, sem responsabilidade, sem vergonha, mostrando que muito mais importa ver o que consegue extrair da administração do que propriamente administrar com dignidade, gera sim o que o prefeito chama de “fatalidade”.

Mas sendo negligente em tantos pontos, a “fatalidade” não parece mais homicídio?

 

 

Foi-se embora uma vida. Uma linda vida de apenas 8 anos. Ainda não sabia o que faria no restante da sua vida. Mas agora não importa. Não tem mais vida. Vai ter em algum relatório, um numero, uma estatística.

Para aquela mãe e aquele pai, não há estatística. Não há fatalidade. Há um vazio profundo. Escuro e silencioso. Como é a solidão.

E o prefeito vai  a público dizer que eram profissionais concursados, como se concurso fosse inibidor de irresponsabilidades, dizer que foi “uma fatalidade”.

Para mim, homicídio doloso. Deixar um ponto elétrico pulsante, sem isolamento, sem aviso, num local onde transitam centenas de pessoas é assumir o risco de matar.

Risco… como foi todo esse governo. Uma administração de riscos. De um irresponsável que acha que todo erro é apenas uma fatalidade.

Será que você percebeu que essa criança viveu apenas o tempo de seus mandatos, prefeito? ela não conheceu outro.administrador. Só você.

Que pena para essa criança…

 

 

 

 

 

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