‘Viradas’ no 2º turno em São Paulo são historicamente improváveis

 

Levantamento realizado pela Arko Advice mostra que das seis disputas de segundo turno ocorridas em São Paulo desde 1992, em apenas uma oportunidade – 2012 – o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno “virou” a eleição no segundo turno.

Em 2012, a virada de Fernando Haddad (PT) sobre José Serra (PSDB) ocorreu porque a distância do primeiro para o segundo colocado no primeiro turno era de apenas 1,77% dos votos válidos.

Mesmo em 2004 e 2008, quando as diferenças do primeiro para o segundo colocados foram de 7,74% a 0,82%, respectivamente, não houve virada.

Em 1992 (18,17%), 1996 (22,10%) e 2000 (17%), quando a diferença do primeiro para segundo colocado superou os dois dígitos, quem venceu o primeiro turno confirmou o resultado no segundo turno.

Esta distância é similar a registrada entre Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) no primeiro turno deste ano, quando Covas livrou 12,61% dos votos válidos sobre Boulos.

Embora a eleição na capital paulista não esteja decidida, esse histórico aponta que a possibilidade de Boulos virar a eleição, é improvável.

Outro aspecto importante das disputas de segundo turno é a vantagem do centro/centro-direita sobre a esquerda. Nas seis disputas em que houve o embate entre esses dois campos, em apenas duas delas – 2000 e 2012 – a esquerda superou o centro/centro-direita.

 

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