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Câmara deve aprovar, nesta semana, lei que obriga uso de máscaras, diz Maia

 

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na noite deste domingo (03/05) que os deputados devem votar, ainda nesta semana, uma lei federal que obriga o uso de máscaras protetoras em todo o território nacional. A declaração foi feita durante uma entrevista ao vivo nas redes sociais.

Autoridades sanitárias recomendam o uso do equipamento para conter o avanço da pandemia do coronavírus no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem 7.025 mortes em decorrência do vírus, além de mais de 100 mil casos confirmados.

Maia comentava ato realizado mais cedo contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e a favor do governo e de uma intervenção militar. A manifestação contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nem ele nem boa parte dos apoiadores faziam uso das máscaras de proteção.

Além disso, durante o ato deste domingo, profissionais da imprensa foram agredidos.

“[A agressão] Foi uma coisa muito simbólica, um jornalista fotográfico fantástico, que fotografa momentos históricos. É um momento difícil. Há uma grande intransigência entre as pessoas. […] Muito ruim a gente ver o que vimos hoje. Espero que as instituições tomem providências para responsabilizar os agressores”, disse Maia.

Mais cedo, o presidente da Câmara já havia se manifestado sobre os atos deste domingo. Nas redes sociais, Maia disse que “cabe às instituições democráticas impor ordem legal ao grupo que confunde política com terror”.

Relação com Bolsonaro
Durante a entrevista, Maia ainda falou sobre sua relação com o presidente Bolsonaro. Segundo ele, na relação pessoal, sempre há um “diálogo correto”, mas em outros momentos o chefe do Executivo acaba atacando o Parlamento “de forma excessiva e desnecessária”.

“Quando eu estou com ele, é uma relação muito boa, correta. É uma pessoa quem tem um bom diálogo. O problema é depois, quando a gente sai, acaba gerando um atrito. Fico até querendo entender o problema. […] Mesmo assim, há uma certa desconfiança, uma crítica desnecessária. A relação pessoal é muito boa. Não sei se ele fica contaminado, que é contra o Parlamento, e acaba atacando de forma excessiva, desnecessária. Mas na relação pessoal, um diálogo sempre correto”, declarou Maia.

Reformas administrativa e tributária
Questionado durante a transmissão, o presidente da Câmara afirmou que as reformas administrativa e tributária devem ser votadas pelos deputados no segundo semestre, cenário pós-pandemia.

“Vai ser fundamental que o Brasil saia forte e organizado dessa crise, com um bom plano econômico e social que una os Três Poderes. Todos unidos”, disse Maia.

“Depois da pandemia não há dois caminhos, só há um caminho. No segundo semestre, começar a reforma administrativa, retomar em junho, se Deus quiser, a comissão mista da reforma tributária”, acrescentou.

 

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