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Coronavírus: carga com 10 toneladas de suprimentos da China pousa em Confins

 

Uma aeronave com mais de 10 toneladas de itens essenciais no enfrentamento da pandemia do coronavírus pousou, neste domingo (19), no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. A maior parte da carga, segundo informado pela assessoria do aeroporto, é composta por máscaras.

O Boeing 787-9 partiu de Xangai, na região central China, e fez uma parada na Cidade do México, chegando por volta de 9h20 em Confins. Além de máscaras, o jato também trouxe equipamentos voltados para o setor de segurança, da indústria automotiva e de mineração. Esta é a primeira vez que o aeroporto recebe um voo vindo da China.

A assessoria do Aeroporto de Confins não soube informar qual o destino da carga, tampouco a quem pertenciam os itens, mas desvinculou a carga de órgãos públicos. Segundo apuração da reportagem, parte dos itens pertence à Fiat. Consultada, a fabricante de automóveis ainda não deu retorno.

O Terminal de Cargas do Aeroporto de Confins foi reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por funcionar de acordo com boas práticas de armazenagem. Isso indica que o terminal cumpre os requisitos necessários para receber esse tipo de carga.

“O aeroporto reforça o compromisso em apoiar o transporte de recursos ligados às ciências da vida. Em meio à pandemia, o modal aéreo é, mais do que nunca, fundamental para a celeridade e segurança no transporte de cargas deste segmento, uma vez que segue rigorosamente todas as normas técnicas de manuseio dos insumos ligados à saúde”, ressalta Rafael Laranjeira, gestor Executivo de Soluções Logísticas da BH Airport.

Importante parceiro comercial

No dia 1º de abril, o ex-ministro da saúde Luís Henrique Mandetta chegou a colocar a China como o principal parceiro comercial do Brasil no que se refere à aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Na ocasião, citou que o país asiático é responsável por 95% da produção de insumos fundamentais para salvar vidas. Chegou a dizer, ainda, que o Ministério da Saúde vinha tentando fazer uma grande compra, mas com dificuldade de produção e liberação de cargas na China.

O país asiático foi o primeiro a registrar casos de pessoas com Covid-19 e chegou a liderar números impressionantes, mas já deixou a ponta da lista de infectados tanto quanto a relação de mortos.

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