Miliciano suspeito de chefiar ‘Escritório do Crime’ é morto na Bahia

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Miliciano suspeito de chefiar ‘Escritório do Crime’ é morto na Bahia
Adriano Magalhães da Nóbrega estava escondido num sítio, na cidade de Esplanada, município a três horas de Salvador. O imóvel pertence ao vereador de Esplanada Gilson Neto, do PSL. O vereador alega que o imóvel foi invadido e que não conhecia Adriano.
Segundo o Bope – Batalhão de Operações Especiais da PM da Bahia, Adriano resistiu à prisão, usando uma pistola austríaca calibre nove milímetros e morreu na troca de tiros com os policiais. Dentro do imóvel, a equipe encontrou um revólver, duas espingardas e 13 celulares. A operação teve ajuda do serviço de inteligência da polícia do Rio.
Há dez dias, ele conseguiu escapar de uma operação organizada pelos agentes da Bahia e do Rio. Adriano estava numa mansão, dentro de um condomínio de luxo, na Costa do Sauípe, litoral da Bahia. Na pressa da fuga, ele deixou uma identidade falsa, encontrada pelos policiais.
Em nota, divulgada na manhã deste domingo (9), a Secretaria de Segurança Pública da Bahia afirma que Adriano estava sendo monitorado. E diz que ele era investigado por envolvimento na morte de Marielle Franco, em 2018.
Em outubro de 2003, o então tenente Adriano Nóbrega foi homenageado na Assembleia Legislativa do Rio por Flávio Bolsonaro, na época, deputado estadual. Dois anos depois, em julho de 2005, Flávio concedeu uma nova homenagem ao policial: a medalha Tiradentes, a mais alta honraria do parlamento fluminense. Na época, Adriano estava preso, acusado de matar um guardador de carros que denunciou milicianos à polícia.
O advogado de Adriano disse que vai pedir informações sobre a ação policial no interior da Bahia, que terminou com a morte do ex capitão. Segundo o advogado, Adriano temia ser assassinado.

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